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Joel Dueñas, 6 anos, filho do Gustavo (vocal do Descomunal)

Embarcamos às 8 da manhã, num vôo rumo a Quito, com escala em Lima, no Peru.

Avião pequeno. Um só banheiro pra quase 200 pessoas em 5 horas de viagem. Um vôo de merda, literalmente. Valeu Lan Chile…”thanks for flying lan”.

Chegamos em Quito às 3 da tarde e fomos recebidos pela Familia Alarma. Dario, Zteph, Xavi e Alejo estavam lá pra nos receber.

Seguimos pro hostel, deixamos nossas bagagens e fomos visitar a ‘galeria do rock’ de Quito. Compras feitas, seguimos pra casa da Zteph pra jantar. Sr. Sergio e Dona Anita nos receberam como filhos. Camarões, lasanhas, vinhos e conhaques depois, voltamos pro hostel pro descanso de rei.

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O Dario e o Xavi passaram cedo no hostel pra nos acordar nos levar pro ônibus em que iríamos pra Ibarra, com mais 3 bandas. Chegando no ponto de encontro, revimos nosso mano Wily, da Alarma, e os manos do Descomunal e conhecemos a molecada do Veda e do Entrecenizas. Equipos e bagagem devidamente guardados, seguimos a viagem de 2 horas pra Ibarra.
A estrada é tranquila. Chegamos de boa e fomos direto pro Centro de Eventos Siglo XXI. Chegamos as 10hs e o show estava marcado pra começar as 14hs. Isso foi um lance foda que rolou nos 3 shows: o horário. Começando cedo e terminando cedo.

Quando chegamos, a equipe de som já estava com tudo montado…palco, mesa, iluminação…passamos o som e ficou foda. David ‘Guambazo’deu um trampo foda na mesa, e o legal disso é que ele também tramparia nos shows de Quito e Cuenca.

Depois fomos num tipico restaurante equatoriano pra bater um rango e voltamos pro Siglo XXI.

Montamos o merch e logo o Entrecenizas fez as honras da casa. Banda muito boa. Molecada nova tocando muito. Depois o Veda entrou e mandou um som mais calmo, e excelente. Ótimos musicos com idéias criativas. Um puta show.

Na sequência, os locais do Cabal tomaram o palco. Estavam lançando seu ep Obscura Verdad e fizeram bonito também. Death Metal de gente grande. Outra grata surpresa.

Enfim, chega de surpresas. O que vimos a seguir foi o que já haviamos imaginado: Descomunal botando fogo no pico definitivamente. Todo mundo cantando os sons. Puta energia. Banda foda. Uma das melhores, senão a melhor do Equador.

Com tudo ainda em brasa, depois da destruição do Descomunal, mandamos pedrada atrás de pedrada e constatamos que temos uma forte conexão com o povo equatoriano. Foi um dos melhores shows que fizemos esse ano. Molecada insana, linha de frente cantando os sons, ninguém parado no pico, além dos policiais, que chegaram e ficaram dentro do local do começo ao fim do evento. Cabuloso!

Depois do show, tomamos umas cervejas com o pessoal local, guardamos todo no ônibus e caimos na estrada de volta pra Quito. Melhor de tudo: era começo da noite ainda.

Chegamos na capital, e fomos direto pro El Aguijón, local do show de sabado, pra deixar os equipos. Tomamos mais umas brejas e fomos pro hostel dormir.

 

 

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Acordamos cedo com o Carlos Knguil nos esperando pra irmos passar o som. Como a equipe era a mesma do show de Ibarra e o David estava no comando, tudo foi bem rapido e o som ficou fudido.
Voltamos pro hostel pra descansar um pouco.
Uma hora depois, o Dario passou no hostel e saimos pra almoçar um rango japonês bancado por ele. Coisa fina.

Digestão feita, seguimos pro El Aguijón e o Colapso já estava tocando. Perdemos os shows do Sarcoma, do Entrecenizas, do Veda e do Kanhiwara. Como disse antes, os eventos rolam cedo. No caso, meio-dia. E nós, brasileiros, apesar desse fator positivo, não estamos acostumados.

Circulando pelo local, percebemos a boa vibração dos shows. Uma puta festa. Som brutal, bastante gente e ambiente agradavel.

O Colapso fez um puta show e na sequência o Descomunal repetiu a dose cavalar do dia anterior, só que agora jogando em casa. Quebraram tudo! Pegaram a casa cheia e não deixaram ninguém descansar. Outro show memorável.

Na sequência, entramos no palco e de novo o jogo estava ganho. A maneira que o Equador nos recebe é impressionante. O minimo que podemos fazer é entregar a alma na musica. E foi assim do começo ao fim do set. Se bobear, tocamos mais de uma hora. E não parecia. Em 2007, fizemos um show pra 25 mil pessoas que nunca iremos esquecer. Dessa vez, tocamos pra 1% dessa multidão e o show foi até mais foda. Todo mundo que estava lá dentro, sabia bem o que estava fazendo lá. Todos conectados. Puta energia. Ibarra destruiu, Quito conseguiu superar. Saimos do palco de alma lavada.
Depois do show, uma breve celebração com o pessoal, recebemos a aprovação do Joelito, 6 anos, filho do Gustavo do Descomunal. e já tinhamos que correr pro ônibus pra sair de Quito em direção à Cuenca. Ainda na mesma noite. A viagem é de 10 horas. Dessa vez, iriamos com o Colapso, o Kanhiwara, o Sarcoma e varios amigos.
Saimos de Quito por volta de 22hs pra uma viagem fodida. Atravessando a Cordilheira, num busão tosco. Puta frio do inferno. Dificil de dormir até com Rivotril. The road is evil. Definitivamente.

 

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Fotos por Cris Freire

The Killing Mask

3rd World Calls - Third of the Tape – Soultrap

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Chegamos a Cuenca pouco depois das 9 da manhã. Fomos direto para o Centro Cultural Prohibido. Descarregamos os equipos e logo nos serviram um café da manhã. O lugar é surreal. É uma casa tombada pelo patrimônio histórico e o dono é um artista que, digamos, tem um interesse em afrontar a igreja catolica, presença muito forte na cultura da região. A casa inteira é uma obra de arte do capeta. Até o palco tem uma grade na frente com monstros, diabos e tais figuras esculpidas. Se o diabo não mora lá, ele passa os feriados. Mas o lugar é interessante. Tem umas histórias que o povo mais guaxumão colou uma noite lá pra meter fogo em tudo e a policia não deixou pelo valor histórico do imóvel. Fudido! E o dono é de boa. Locão. Mas de boa.
Enfim, depois do café, o Sarcoma e o Colapso passaram o som e fomos todos para um role a pé por um dos rios que cortam Cuenca. Uma cidade calma e com fortes traços nativos do Equador.
 
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Voltamos pro Prohibido e nos serviram o almoço. O pessoal do Centro Cultural foi muito hospitaleiro e generoso. Comemos e depois de um tempo, abriram a casa e a geral começou a colar.

Logo a primeira banda começou a tocar. Os locais do Heterodoxia, banda nova com um bom futuro. Na sequência, o Sarcoma começou a destruição. Outra ótima banda do Equador.

O Kanhiwara era a banda que todos estavam falando bem, e com razão. Várias referências diferentes estão presentes no som dos caras. Ótima banda que vem conquistando muita gente por lá. Merecidamente. Puta show.

Depois, era a vez do Colapso mandar seu set brutal. Fizeram outro ótimo show e deixaram a casa do jeito.

Entramos meio que estranhando o ‘cercado do diabo’ em frente ao palco mas fomos acostumando e o bagulho acabou virando parte da diversão. O show foi muito classe. Todo mundo se matando no pequeno espaço em frente o palco. Novamente, o som estava bom. O unico porém do show foram os choques que tomávamos toda vez que um encostava no outro. Mas como a gente tava na casa do capeta, isso deu pra tirar de letra.

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[fotos por Cris Freire]

 

Terminado o show, tomamos umas brejas e logo nos serviram uns sanduiches de hamburger caseiro que roubaram a cena.

Abastecidos e cansados, guardamos tudo no busão e batemos estrada pra Quito.

Chegamos as 6 da manhã e dormimos na casa do Carlos (batera do Colapso e guitarra do Descomunal). Acordamos as 10hs, batemos um café da manhã classe e seguimos com o Carlos pra casa do Xavi, onde o Dario ‘Cook’ nos serviu o melhor rango da turnê. Preparado por ele mesmo. Sem coentro! Saluu!

Comemos e bebemos estilo viking e a festa se completou com a chegada do Wily, da Zteph, do Miguel, do Gustavo e do Pablo. Almoção cabuloso. Total festa em familia. Porra, viver um barato desse em Quito!!! É foda! Esse tipo de coisa parece que deixa o mundo menor.

Mas como tudo que é bom dura pouco, no fim da tarde, tivemos que sair na correria pro aeroporto, junto com nossos irmãos da Alarma. Nos despedimos e fomos enfrentar os vôos de merda da Lan Chile, de volta ao Brasil. Mas com um puta sorriso no rosto e alguns quilos a mais.

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Nada disso teria acontecido, assim como em 2007, sem ‘A Mão de Irmão’ da Familia Alarma, especialmente Wily, Dario, Zteph, Xavi e Carlos. Nos abrigaram, nos alimentaram, abriram suas casas e fizeram nos sentirmos em casa. Miguel, Ceci, Alejo, Gustavo, Pablo, Santiago, David, Oscar, Diego, Chester e mais uma banca de pessoas que nos recebeu na irmandade. Sem palavras!
Foi gratificante ter participado disso com todas as bandas que tocaram. Bandas muito boas! Valeu as pessoas de verdade que fortalecem nessas bandas equatorianas: Descomunal, Colapso, Sarcoma, Entrecenizas, Veda, Kanhiwara, Cabal e Heterodoxia. Muito obrigado!
E todas as pessoas que colaram nos shows e as que estiveram envolvidas de alguma maneira que sempre nos trataram como amigos. Buena onda!
Muchas gracias, Ecuador!

Regresamos pronto!

Suerte!

 

 

 

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In The Desert Of Ignorance – Ao Vivo no Quitofest 2007

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